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Política de valorização de servidores e magistrados será um dos pilares da nova gestão do TJPE

O presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), desembargador Frederico Neves, afirmou que um dos pilares de sua gestão será a valorização dos servidores e magistrados. Entre os macrodesafios que enfrentará nos próximos dois anos, o novo chefe do Judiciário estadual destacou a criação de oportunidades de crescimento dentro da instituição para servidores e a implantação de mecanismos de reconhecimento por desempenho.

“Uma primeira ideia que se põe à reflexão é a da valorização das pessoas. Estou convicto de que a prestação eficiente, célere, ética e segura dos serviços judiciários, que se persegue a cada gestão, está a depender, como ponto de partida, do envolvimento motivado das pessoas que integram a instituição: os magistrados e os servidores. É por intermédio das pessoas e para as pessoas que o Judiciário funciona. Metas adequadas, Plano de Ação de excelência, monitoramento valendo-se das melhores técnicas, apesar de importantes, não produzirão resultado satisfatório sem o despertar nas pessoas a vontade de fazer e de fazer bem”, explicou em seu discurso de posse.

O presidente pontuou como uma realidade preocupante a alta rotatividade de servidores no Poder Judiciário Estadual. “Os servidores veem o Judiciário como uma casa de passagem, onde muitos permanecem por pouco tempo, até encontrarem melhores condições remuneratórias”, afirmou, complementando que “é tempo de reconhecer a necessidade de reter os talentos”.

Segundo Frederico Neves, é necessário despertar a motivação dos servidores, transformando funções historicamente monótonas em trabalho profissionalmente desafiante. Também é preciso implantar mecanismos criativos de reconhecimento dos melhores desempenhos.
“Para tanto, é preciso perseguir um modelo de gestão de pessoas que ofereça mobilidade na carreira do servidor por razões meritórias e que estimule a sua permanência nos nossos quadros. Além disso, também parece importante envolver as equipes na busca da eficiência nos serviços judiciais, instituindo premiação pecuniária vinculada ao cumprimento de resultados diretamente relacionados à melhoria da prestação jurisdicional e aferidos por indicadores objetivos”, disse.

A premiação por desempenho terá como principais indicadores os índices de congestionamento, de produtividade e de cumprimento de metas. “Tenho plena ciência e consciência das dificuldades para atingir esse objetivo. Asseguro, no entanto, que há vontade efetiva de fazer”, concluiu.